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III. Pompeia

Chegava a Pompeia depois de uma longa manhã em Herculano. Cidade costeira que o Vesúvio soterrou com a sua lava escaldante, que o Vesúvio condenou, nesse ano de 79 da nossa era, ao esquecimento e ao degredo, longe do Tirreno, razão da sua vida, raiz da sua existência. Chegava a Pompeia extasiado pela modernidade dessa vila costeira, cansado pelo seu urbanismo surpreendente, pela modernidade Romana terminada abruptamente pela erupção que, presenteando a operária Herculano com calor e lava, havia de sepultar a cosmopolita Pompeia sob uma chuva de cinzas. Que, liquidando brutalmente essa próspera vila, empurrando os seus habitantes para uma dolorosa morte na praia, sepultaria delicadamente a colossal Pompeia, preservando toda a sua monumentalidade. Chegara então, saindo da Circuvesuviana, a Porta Marina sabendo que só uma pizza lhe poderia devolver a energia necessária para percorrer as vias e os vicolos, virtudes e vícios da grande metrópole. Funghi e Pomodoro, abundantemente coberto por Mozzarela, bem longe da simplicidade da clássica Margherita de Nápoles. Resultou, pois foram intermináveis as calçadas que o haviam de levar à casa do Fauno, ao Odeon, ao Lupanare. Às quintas, enfeitadas com os tons de Outono das videiras, e à novíssima e moderna arena construída já longe do bulício da Metrópole. Depois todo o caminho de volta, longo, interminável, a conta certa para assistir chegar ao forum, já o sol desaparecia no mar, beijando as brancas colunas com sua luz quente e dura. A tempo de, novamente na Circumvesuviana, rumar a Sorrento…

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