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Emporium

Ao Emporium Mineiro chega-se subindo a Afonso Pena, subindo a Serra do Curral. Ao restaurante chega-se por um acolhedor beco ladeado por típicas construções mineiras, um bar convidando à prova de cachaças, um armazém, levantando a ponta do véu para a típica cozinha mineira que se avizinha. Ao fundo, a sala, acolhedora e informal, telheiro assente em paredes cheias de recordações do passado ou vislumbres do futuro. Ali convivem fotografias antigas, portas pesadas com prateleiras cheias de ovos de codorna, pimenta de bico prometendo encantos futuros, ou enormes tachos por onde passaram as muitas compotas e doces que ali nos esperam. Às mesas, enormes e convidativas, chega em primeiro lugar o papo solto, seguido da generosa cerveja Bohemia, solta também, acompanhada aqui e ali por cachaça bem mineira. O obrigatório pão-de-queijo e o irresistível torresminho fazem o seu caminho até à mesa, onde solta segue a conversa. Depois o perfeito e omnipresente feijão tropeiro que, quando acompanhado por um belo pernil assado, merece a classificação de património imorredouro da humanidade. Para fechar, doce de leite, queijo minas e um indescritível doce de goiaba que, imagino, terá passado por sábias mãos mineiras guardiãs de segredos que circulam entre gerações desde os tempos de Curral D’El Rei. Por fim, ainda rolava solta a conversa, impôs-se o aromático café recém-passado, que quero crer vindo do norte de Minas, pedindo o muito Português hábito do cheirinho. Desta feita com um pouco da honestíssima Vale Verde, encerrando em beleza o almoço. Já na rua, na Afonso Pena, já o sol se preparava para desaparecer, tornando dourada a Serra, e ainda a conversa não dava sinais de fraqueza. Mas a hora era de descer rumo ao centro, passando por ipês floridos, vendo ao longe os despojos do dia, restos da feira que anima a cidade, todos os domingos de manhã…

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