Planalto Central

Quis o destino que, no arranque de mais uma Liga Portuguesa, me encontre longe, em pleno Planalto Central Brasileiro. É assim nos anos ímpares, em que a angústia do guarda-redes no momento do penalty atravessa o oceano até terras de Vera Cruz. Foi aqui, deste lado do Atlântico, que soube do deprimente arranque de há dois anos, que culminaria com o título de Villas-Boas, foi assim que assisti ao empate com o Marítimo na época que nos daria o último título. Desta feita, apesar da desilusão fora de horas, da pré-época titubeante, do caso Cardozo, da impessoal despedida de Aimar, das irritantes incertezas no plantel, encontro-me ansioso uma vez mais. Que comece o futebol, que encha os meus Domingos, que me faça sair de casa até ao café do Sr. Coutinho, que me faça sair de casa para levar Luisa ao estádio mais perto, que me faça perder a paciência com os velhos do Restelo que se irritam com Maxi, que duvidam de Gaitán, que insultavam Cardozo. Que os jogos comecem, que seja, para variar, uma vitória a abrir a nossa caminhada segura e competente. Se assim for, estou certo de que os sucessos se sucederão, apesar dos percalços, que as vitórias se repetirão, apesar das pressões, apesar das invejas, que as bolas morrerão nas redes adversárias, apesar de Cardozo, que terminaremos a festejar, no Dragão, apesar de tudo, apesar de traumas passados. Seremos campeões, acreditemos nisso, convençamo-nos disso, mas sobretudo trabalhemos para isso.

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