Um cheirinho de alecrim

Sofia,

Apesar da distância não te será difícil imaginar o que sinto hoje. Conheces-me, conheces o meu nervoso miudinho, a ansiedade mal contida, a vertigem de estar a um passo do abismo. Ou a dois da glória. Sabes bem destes sábados lentos que nem dia são, que se arrastam até à noite cair, até ao apito inicial que anunciará finalmente o início da jornada, o início de todo um dia concentrado em 90 minutos, de toda uma época jogada num tempo demasiado curto. O coração, esse bate desordenadamente até à hora em que Luisão pisar o relvado com a história a seus ombros, carregando a responsabilidade de levar os rapazes à glória que o seu futebol merece. E merece-o, esse futebol que encanta, que fez desta uma das mais belas épocas da minha memória. Mais logo o saberás, quando receberes um cheirinho de alecrim, anunciando que o nosso futebol venceu, que o futebol venceu, que há festa na Boavista, no Marquês e por todo o lado. O meu silêncio, ao invés será sinal de um calvário que se arrastará até ao próximo fim-de-semana. Sabê-lo-às logo, ao receber um abraço que únicamente os que amam futebol conhecem. De alegria explosiva ou de consolo misericordioso. Mas demorado em qualquer caso. E Benfiquista, sempre…

Pedro

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