Archive for Dezembro, 2012

2012 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2012 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

600 people reached the top of Mt. Everest in 2012. This blog got about 6,800 views in 2012. If every person who reached the top of Mt. Everest viewed this blog, it would have taken 11 years to get that many views.

Click here to see the complete report.

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Weekly Photo Challenge: (Surprise)

people surprise molhe porto 0804 small(surprise.oporto.april.2008)


back to basics

banner-enzo-lanchonete1.jpgFoi futebol o motivo primeiro para o nascimento do blog. Primeiro, a oferta da Ana, um livro de futebol, algo que nunca me passaria pela cabeça ler. Falo do marcante “todos nascemos Benfiquistas…” com as surpreendentes crónicas do Joel Neto, prova cabal de que afinal era possível escrever sobre futebol sem os tiques primários e populistas dos jornais desportivos, que se podia versar sobre a vida, sobre tudo e sobre nada versando sobre um jogo de bola. Não conhecia ainda o Joel, não sabia então das crónicas de Nelson Rodrigues ou Veríssimo, Luiz Fernando. Depois veio a correspondência com Sofia, que, nesse longínquo 2008, assumiu presunção de crónica, após cada jogo desse Euro. Daí ao blog foi realmente um click, uma palavra desmesurada e injustificadamente elogiosa. E então a enxurrada de posts invariavelmente sobre o Jogo. Desses recordarei um punhado para sempre com carinho, outros perder-se-ão no tempo, como deve ser. Como no tempo se perdeu a regularidade das publicações. E com ela a exclusividade do tema. Viagens, episódios do passado mais ou menos romanceados, e a fotografia assumiram a dianteira, remetendo a paixão futebolística para esporádicas linhas. Foi um quase deserto que haveria de ser interrompido por um vento soprado dos Açores. Voltei ao futebol por força das palavras do Capareira. Buscarei a regularidade por culpa desse Eborense rendido à Terceira. E Benfiquista como poucos. Eis pois o novo blog. Eis a lanchonete renascida…


O 7-1, não-sei-quantos anos depois…

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Passam hoje, ao que parece, não-sei-quantos anos sobre o célebre 7-1 de Alvalade. E, se houve dia em que fim do mundo esteve perto, foi esse certamente. Falamos de tempos em que o Sporting era de facto grande , não tanto quanto se julgava, mas grande ainda assim. Tempos, em que merecia o nosso ódio de estimação, em que as ridículas camisolas tinham algo que, não sendo propriamente temível, inspirava ainda algum vagamente fundamentado receio. Tempos em que os títulos ficavam normalmente em Lisboa, variando apenas de lado da 2ª circular. Não foi o fim do mundo, claro. Mas esteve perto.
Hoje, não-sei-quantos anos depois, é o fim do Sporting tal como o conhecemos o que o calendário Maia parece apontar. Hoje o máximo que o Sporting almeja festejar é um golito de Van Wolfsinkel, que, felizmente acabou por dar algum valor à vitória certa do Benfica. O máximo a que aspira é a aproximação ao meio da tabela, porque, por muito que o desmintam, não há Sportinguista que não tema hoje uma inédita descida ao inferno.
Passam hoje, ao que parece, não-sei-quantos anos sobre o célebre 7-1 de Manuel Fernandes. Pelo facebook festeja-se efusivamente, como se não houvesse amanhã. Para o Sporting talvez não haja, de facto…


Weekly Photo Challenge: Delicate

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(borrelho de coleira interrompida, Cabedelo, Viana do Castelo, 2010)

dia de derby

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Nunca um derby me pareceu tão desencantado. Nunca a diferença entre rivais Lisboetas, entre nós e eles me surgiu tão abissal. E por diferença não me regiro à pontual, aos muitos pontos que desgraçadamente nos separam. Falo, isso sim, do estado anímico, das perspectivas de futuro, da ausência delas, do jogo ou da ausência dele. Falo da depressão verde, da maior que conheci, do buraco tão assustadoramente profundo e negro. Do vazio, da quase privação de sonho. E subitamente uma oportunidade de redenção suprema. Tudo valerá a pena, nada terá sido em vão se hoje o Benfica cair. Subitamente o céu ao alcance da mão, à distância de um remate de Van Wolfswinkel. E depois amanhãs cantarão, depois tudo será possível. Ser campeão não soará como utopia, a Champions em 2013 estará praticamente assegurada, dirão. Sim basta neutralizar Cardozo para fugir ao inferno, basta ridicularizar Melgarejo para por Garay em sentido, basta aproveitar a cabeça quente de Maxi para ganhar a linha. Depois, perante Artur, virá o mais fácil: a glória. Será exagero? Certamente que sim, mas é de exagero que um derby se faz. É de sonho que se alimenta este derby, qualquer derby. E eis que tudo é possível, eis que de súbito adquire propriedades mágicas, o rectângulo lá em baixo, eis que 90 minutos se consomem em sôfrega paixão. Para os Sportinguistas, imagino, o coração baterá hoje mais forte. Para eles glória e abismo à distância de um passo. Para nós, apenas três pontos. Três pontos que, espero, hão-de atravessar a 2ª circular. Três pontos que hão-de ser nossos. O sonho do Sporting, esse há-de desfazer-se lá para a noite, há-de esconder-se esmagado pela triste realidade, há-de hibernar nesta fria estação. Até à primavera, imagino, até ao próximo derby, aposto…


Weekly Photo Challenge: Changing Seasons

people snow milano 0811 small bw(Duomo, Milano, 2008)

28 de Novembro de 2008, último dia em Itália, primeiro nevão do ano. Excitação e surpresa, vontade de brincar na neve, caos absoluto no trânsito citadino. Atrasos, correrias, e a neve a cair sem parar. Param os transeuntes, deixando-se molhar lentamente pelos flocos ainda insípidos. Parei eu, para admirar a desordem aparente, a coreografia das ruas, ora frenética, ora letárgica. Foi então, foi naquele dia de Novembro sob a primeira neve do ano que realmente gostei da cidade. Foi a primeira vez em muitos anos que realmente tive pena de a deixar. Milagres do Inverno que naquele dia se anunciou. Milagres que justificam toda a devoção que lhe guardo, ao Inverno. À minha estação favorita…


Catalunya

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(bife na frigideira com ovo a cavalo, Cervejaria Edmundo, Benfica, Lisboa)

Prometia ser Catalão, este final de 2012. Anunciava-se então a alvorada de um novo estado Europeu, esperava-se que a imparável vaga de fundo independentista reduzisse a escombros a unidade Española, via-se já Artur Mas, messiânico, clamando o irreversível caminho para a independência da Catalunya. Semanas depois e o ano voltaria a prometer uma inequívoca afirmação da superioridade Catalã, desta feita em Camp Nou, desta vez com os Culés entusiasmados com o tiki-taka a celebrarem a goleada ao Benfica. Com ou sem Messi esperava-se o massacre dos Portugueses que, quais bárbaros desvairados, correriam desesperados atrás da bola, propriedade exclusiva da equipa blaugrana.
Não foi assim e Artur Mas conseguiu uma vitória de Pirro, adiando a questão da independência para as calendas gregas, Não foi assim e o Barcelona seguraria um sofrido nulo frente a um Benfica apenas sofrível, adiando a afirmação do tiki-taka como sistema independente do onze em campo. Não é, não foi, senão a espaços e de forma absolutamente inofensiva. A confirmá-lo está a única defesa de Artur, a confirmá-lo estão os recorrentes falhanços de Lima, Rodrigo e Ola John, a noite tranquila de Melgarejo, a aventura de Luisão a ponta-de-lança. Assim se encaminha o ano para o fim. Com a Canaluña em España, como deve ser. Com o Benfica na Liga Europa, que é no fundo onde pode ter sucesso.


Weekly Photo Challenge: Reflections

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Um dos resultados de uma tarde nas salinas de Tavira, sob a canícula Algarvia, com a minha fiel Nikkor. Pernilongos esquivos, em águas paradas.