arquitecto

Não fossem as lâmpadas e fios de cobre e estaria agora entre lápis e papeis. Não fosse o conjunto didático que recebi da minha mãe em tenra idade e estaria agora debruçado sobre um estirador. Não fosse a engenharia e seria provavelmente arquitecto.
Não sou, e por isso se foram os espaços, formas, vazios e volumes. Não totalmente, no entanto. É que, não me saindo das mãos, vão me entrando pelos olhos, não as fazendo de carvão, fixo-as em sais de prata. E estes, dispostos a preceito sobre um fino suporte de triacetato de celulose, chegaram-me pelas mãos do meu pai. Em bom tempo, pois graças a eles, graças a ele, guardo comigo portas, janelas, paredes, espaços, rampas, formas, escadas. Prevaleceu, no fundo, a engenharia oferecida pela minha mãe. A arquitectura, essa sobreviveu graças ao presente do meu pai…

8 responses

  1. Sérgio

    Valente sorte para os arquitectos………
    Abraço
    Sérgio

    Julho 10, 2012 às 7:42 am

  2. Ana

    Tenho-te como um engenheiro com a arte do arquitecto e a veia de escritor. Continua assim! Grande abraço da Ana, Marina e Hugo

    Julho 10, 2012 às 10:08 am

    • Obrigado a todos, Ana. Sinceramente.

      Julho 11, 2012 às 10:33 pm

  3. dufas

    Que belo texto, meu amigo, meus parabéns.
    Beijo,
    Helê

    Julho 10, 2012 às 1:33 pm

    • Grato pelo comentário, Helê, e pelo que ele significa para mim…

      Julho 11, 2012 às 10:32 pm

  4. Vera

    És um grande escritor🙂

    Julho 11, 2012 às 4:53 pm

    • Não sou Vera, não sou…

      Julho 11, 2012 às 10:31 pm

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