ao longe



Sim, com uma objectiva mais luminosa a imagem ganharia outro brilho. Ver-se-iam certamente as horas no  relógio da torre da Igreja da Barra. Sim com um corpo de última geração os contornos seriam nítidos, a gama de cinzentos completa, o grão inexistente. Mas não, não planeio trocar de equipamento. Certo é que algumas vezes procuro um novo corpo usado, mais actual, com melhor resolução, com um enorme LCD que dê para ver um jogo de futebol. Ou uma objectiva melhor, mais rápida, luminosa e manobrável do que a velhinha Nikkor. O sucesso da procura, no entanto, é directamente proporcional ao entusiasmo que nela invisto. Afinal a S3 é como se fosse uma extensão de mim mesmo, com suas manhas e as suas imperfeições de quem ficou preso entre o analógico e o digital. Afinal a Nikkor é a dificuldade que aguça o engenho, a limitação que espicaça a imaginação. É, mais do que isso, um sonho de adolescência tornado realidade tardia. Sim, com outro equipamento ver-se-iam as horas na torre da Igreja da Barra. Felizmente a Igreja da Barra não tem relógio. Fica todo o resto. O essencial.

One response

  1. dufas

    “Preso entre o digital e o analógico” é um dos motes da nossa geração. Adorei tudo, texto e imagem.
    beijo!
    Helê

    Junho 17, 2012 às 2:53 pm

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