Warsteiner

Antes de rumar a Frankfurt, uma rápida consulta ao livro do Francisco José Viegas com o objectivo de decidir que cervejas escolher por terras alemãs. Do índice constam apenas as famosas Spaten e Warsteiner. Referências escassas mas elogiosas, em todo o caso. Da Warsteiner retive aliás o facto de, apesar de mundialmente conhecida não ser autorizada a sua produção “sob licença” fora de solo Alemão, recusando a banalização, provando que nem tudo pode a globalização, nem tudo pode o mercado. Venha essa cerveja, então, enquanto Frankfurt é ainda uma miragem, enquanto o céu é ainda Francês. Chegou e triunfou, com o seu dourado perfeito, com o seu sabor amargo, tão subtil quanto insinuante, tão discreto quanto sedutor. Revelou-se perfeita para, quem diria, acompanhar uma espécie de canolli de caril servido pela lufthansa, aos viajantes que certamente sonhavam já com tradicional schweinshaxe estaladiço que só às margens do Main se encontra. Já o caril havia desaparecido, já a cerveja ia no fim quando um arrepio se impôs, vindo do rótulo da Warsteiner. Afinal o que mais senão um arrepio pode provocar a evocação de uma German Purity Law, ainda que seja de cervejas do que se fala aqui?…

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