o caminho…

Descobrira-se ateu lá pelos seus 18 anos, condição obviamente definitiva como tantas outras nesses tempos de descoberta. Continuaria assim por anos, ateu juramentado, certo da sua existência finita e individual, caminho biológico com princípio, meio, mas sobretudo fim. Da riqueza dessa existência nunca ousara duvidar, nunca o permitiu a sucessão de acasos, de felizes cruzamentos, de encontros mais ou menos improváveis. Ironicamente seria um desses felizes encontros que abalaria as suas certezas. Encontro que, qual furacão, o havia de atirar para águas agitadas, o havia de fazer duvidar do seu tranquilo ateísmo e das suas confortáveis certezas.  Caiu, em primeiro lugar a certeza de um caminho irremediavelmente uno. Depois a inevitabilidade de um fim. E por fim até do próprio início se duvida. Sim, naquele encontro havia um caminho, um caminho sem fim à vista, sem fim simplesmente. O início, soube-o então, não foi nesse dia que consta no seu BI, da Imaculada Conceição, do ano da graça de 1969. Foi, isso sim, um pouco antes, num dia de Santo Antão. Como hoje…

17 de Janeiro de 2012

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