Belo Horizonte

Tudo era novo então, tudo era encanto, tudo descoberta. O ipê da Praça da Liberdade, o parque das Mangabeiras, o pão de queijo ou a coxinha de frango com catupiry da Tia Clara. A Pampulha de Burle Marx, a feira da Afonso Pena e até o JK de Óscar. O Bar Brasil, os azulejos de Portinari, o caldo de cana com pastel de banana do boteco da Tupis. Tudo era deslumbre e as paixões sucediam-se a cada esquina. O Palácio das Artes, o Parque Municipal, O nome de ilustres mineiros, uns de nascimento outros honorários, surgiam na sua boca com a proximidade íntima de velhos amigos. Corria o ano de 1992, ainda BH não era centenária, quando, ali chegando pela primeira vez se viu tomado de amores pela cidade. Pelo ambiente de metrópole, pela novidade que transformava  qualquer passeio, por insignificante que fosse, numa experiência ímpar. E foi num desses passeios ao baixo centro que, sem planos, ele recém-mineiro e ela de papel passado, entraram na Galeria Ouvidor e puseram no anelar direito uma pequena e discreta aliança. Sem cerimónia. Sem dia certo. Mas é esse dia acertado, mais do que qualquer outro de que ele se lembra, a cada regresso…

(Nota: inaugurada a  12 de Dezembro de 1897, Belo Horizonte está hoje de parabéns pelos seus 114 anos…)

2 responses

  1. Dizer mais o quê? Lindimaisdaconta… 🙂

    Dezembro 13, 2011 às 12:57 am

  2. dufas

    Um dia mais que acertado, pelo visto 😉
    Belo post, Pedro

    Dezembro 14, 2011 às 1:38 pm

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