o convite

Já o nervosismo se havia instalado quando recebi o convite. Faltavam 24h para o clássico, para o jogo pelo qual se espera todo o ano, para o jogo que faz baixar nas ruas da invicta aquele nevoeiro tenso e opressor. Esbarrou numa promessa, esse convite, esbarrou na vontade de dividir as emoções com a Luisa. Tristezas ou alegrias. De lhe explicar a imortalidade contida no passe de Aimar, na segurança de Luisão, no pé esquerdo de Cardozo. De vibrar com a genialidade intermitente de Gaitán, de aceitar finalmente que talvez seja este o seu momento, talvez seja este o ano que lembraremos para sempre como aquele em que o nº20 lhe caiu bem. Depois de Simão, depois de Di Maria. O ano em que Nicolás deixará finalmente de ser uma promessa, qual célula estaminal, para assumir uma qualquer função que desempenhará com garbo durante longos anos. Que comece amanhã, no Estádio do Dragão. Que me faça orgulhoso do convite recusado. Que faça tremer o café do Sr Coutinho, que levante finalmente o nevoeiro que agora baixa sobre o Porto. Que mereça a admiração da Luisa.

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