trânsito

Impressiona o trânsito de Belo Horizonte. O volume, o frenesim, a anarquia, a quase ausência de regras, que atingem o seu climax na hora de mudar de direcção. Mudanças de direcção sem sinal, viradas surpreendentes cruzando várias faixas são normais. E aparentemente são encaradas como tal. Nas passadeiras, então, a ordem é seguir em frente, salvo se não se conseguir por nenhum outro meio fugir ao atropelamento iminente. Impressiona-me o trânsito de Belo Horizonte. A quase ausência de acidentes, toques, grandes ou pequenos, ou atropelamentos. É como se a anarquia realmente funcionasse. Como se, perante a inevitabilidade da infracção alheia, todos adoptassem postura previdente e cautelosa. Ajuda, evidentemente, a tradição de inexistência ou ineficiência dos seguros, levando a que, em caso de acidente seja cada um por si. No fundo é como se a imperfeição do sistema fosse a razão para o seu bom funcionamento. Como se da imprevisibilidade reinante nascesse uma nova ordem, efectivamente auto-regulada. É como se a anarquia tivesse encontrado terreno fértil, nas ruas de Belo Horizonte, como se, pelo menos aqui, ela realmente funcionasse…

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One response

  1. Olha, o trânsito desta cidade me dá nos nervos. Tou pra ver gente mais sem-noção ao volante. E o mais incrível (além do fato do caos aparentemente dar certo) é que os exames pra se tirar carteira daqui estão entre os mais rigorosos do país.,,

    Agosto 27, 2011 às 10:20 pm

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