Fortaleza

De Fortaleza guardo a vista do mar. Sim, a vista é de cidade turística, de um certo turismo, que vive de passeios na marginal, praias urbanas e noites animadas, de costas voltadas para a cidade, no fundo. Entende-se, quando a cidade oscila entre a ostentação de prédios de 20 andares, e deprimentes barracas, de acrescentos e anexos, crescendo paredes-meias com as piscinas, quadras e elegantes áreas sociais. Entende-se, quando a presença de segurança é intimidatória, evidente nos  gorilas à porta dos restaurantes, como nos ameaçadores cães-de-guarda distribuídos ao anoitecer a guardas plantados à porta dos edifícios de luxo. Entende-se quando o que não falta são sinais da omissão do estado, patente na insegurança caótica de bairros como o titãzinho ou mesmo na Praia do Futuro. Ou a incúria que permite o abandono de velhos navios ao largo, deixados à sua sorte e aos elementos. Fico-me pois pela vista de longe, do barco que passeia ao largo da cidade, evitando destroços metálicos colossais, que o tempo vai apagando…

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One response

  1. Uma pena que Fortaleza tenha mudado tanto (já não a visito há muitos anos), tenho ótimas lembranças da cidade e mais ainda do povo… Acho melhor ficar só com elas, por enquanto. Boniteza mesmo são as praias de fora, Cumbuco, Paracuru, Jericoacoara, quanto mais distante, mais linda.

    Agosto 27, 2011 às 10:24 pm

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