de Portugal e dos Algarves…

Tenho com o Algarve estival uma relação estranha. Paixão-ódio, amor-irritação, admiração-desdém, algo assim, algo que nasce ao atravessar as áridas serras, quase desumanas em que pequenas casas espreitam por entre a vegetação rasteira, algo que cresce ao descer em direcção a esse Atlântico pré-mediterrânico, por entre  desmandos de toda a sorte, por entre depressões urbanísticas. E sempre a vegetação irritante, rasteira e seca, e sempre o ar, quente e árabe. E com que rapidez se desce, com que rapidez se deseja a Ria, Formosa e Algarvia, essa Ria, dos pernilongos e pelicanos, das conquilhas e do lingueirão. Dos dias tórridos e lânguidos fins-de-tarde. Das sardinhas, do Costa da Fábrica e da Cacela Velha. Da irresistível Albufeira, da velha cidadela de Faro. De Sagres mítica. Dos Dom Rodrigos e da Amêndoa Amarga. Do São João de Tavira, do chão juncado de hortelã, do aromático ar da noite quente.
É assim o meu Algarve.
Ora bolas sem creme, ora conquilhas com alho…

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