pequenas coisas…

Animava-se com pequenas coisas, via eloquência em gestos insignificantes. Sorria com palavras soltas, que ordenava meticulosamente em sonetos perfeitos. Estarrecia com os breves encontros, que revivia até viver neles eternas promessas. Alimentava-se de pequenas lembranças, sonhando nelas imensos futuros. Mas depois o futuro era isso mesmo, breve promessa, pequenos gesto, palavra solta. Era o futuro que era de ser, era esse o futuro que queria. E então bastava-lhe o muito que encontrava no pouco, no breve, no eternamente efémero. E então sorria, ao ler mais uma palavra solta. Ao vislumbrar um outro gesto. Ao antever o próximo encontro…

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4 responses

  1. lurdes barbosa

    Bravo!!! Bravo!!!

    Lindíssimo este texto…Parabéns!

    Abril 21, 2011 às 6:34 pm

  2. vc, como bom fotógrafo que é, sabe valorizar um instantâneo, um shot!

    Maio 6, 2011 às 8:44 am

    • Adoro aranhas, Andrea. Impossível não reparar naquele esforço herculeo com que o fio fino consegue curvar a dura folha…

      Maio 13, 2011 às 12:59 am

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