profissional

Já era esperada a saída de Liedson. É um profissional, dir-se-á por aí, tem que fazer pela vida. E é de facto um profissional, que regressa ao seu país, ao seu clube, deixando bem à vista que a sua chamada à Selecção foi isso mesmo: profissional. Deixa o Sporting nesta hora estranha, de renovação e de desnorte, meio caminho entre uma crise e lado nenhum. E fá-lo com a mesma leveza, com o mesmo profissionalismo com que se escondeu do risco, com que se resguardou naquele fim de época de todas as esperanças, com que se guardou para a final de Alvalade, que acabou por perder. Perdeu ele, perdeu o Sporting e perdeu Peseiro. Profissionalmente. Liedson fica definitivamente ligado à mais triste fase do Sporting, aos anos de pragmatismo miserabilista, de segundos lugares honrosos, de profissionalismo na gestão, na SAD, sei lá mais onde. O Levezinho foi tudo isso, mas foi um grande jogador, um ídolo, venerado em Alvalade, admirado por todo o lado, Luz incluída. Serão recordados os golos, os muitos golos que fazia, e que fazia fazendo-os parecer fáceis, serão lembrados os muitos pontos que deu ao Sporting, as muitas vezes que salvou do abismo aquela equipa. E quando um jogador assim nos deixa, resta-nos lamentá-lo, resta-nos desejar-lhe sorte. É um profissional, e é assim, a vida…

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