o regresso


As notícias chegaram num SMS, breve e telegráfico, esperado como de uma convocatória para o Mundial se tratasse. E, apesar de curto, esse texto encerra em si vários regressos. Graças a ele, depois de um interregno de 3 meses voltarei a jogar futebol, e voltarei a fazê-lo no velho campo onde, há 25 anos atrás, tantas vezes joguei com o Fafiães, o Sérgio, o Eduardo, o Leonel, o Jorge, o Ricardo, o João Pedro ou a Mariana, onde me cruzei com o Victor Baía, onde, aproveitando a distância de cento-e-tal km a que ficou o meu passado de guarda-redes, deixei as luvas e a baliza para trás. Voltarei, então, à velhinha “Industrial” de Matosinhos, onde passei três anos magníficos, onde me deliciei com as aulas de matemática do Prof. Reis, onde, por insistência da Prof. Regina, fiz a minha primeira exposição de fotografia, onde conheci os meus melhores amigos, os que me vão acompanhando até hoje, onde me apaixonei, uma e outra vez, de onde parti para Coimbra, e que sempre olhei com saudade.

Por tudo isso anseio pelo regresso. A escola que me espera, bem sei, não é a mesma, renovada e entretanto re-baptizada com o nome do descobridor da Madeira. O campo não será o mesmo, os jogadores não serão os mesmos, como eu não sou o mesmo. O prazer de jogar futebol, tenho a certeza, manter-se-á intacto, e é a esse, sobretudo, que regressarei amanhã…

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9 thoughts on “o regresso

  1. E agora é preciso saber quando vai ser esse regresso e se é possivel ir assistir, Sim, porque eu quero mesmo um motivo pra voltar aquela escola e visualizar cada canto e sorrir só de pensar em cada história que lhe está associada.

      1. Vou tentar dar lá um pulo! O meu horário de saída é às 6 mas quase nunca saio antes das 7, vamos ver se consigo! Até amanhã.

  2. Meu caro amigo, que saudades desses tempos onde como tu dizes também eu ganhei os melhores amigos, onde alguém ” tu ” me meteu o bichino da fotografia, onde passamos realmente grandes momentos, e que saudades daqueles que faz bastante tempo não vejo, enfim para mim esses tempos de ” silly season ” continuam bem vivos dentro de mim, como dizem os brasucas ” bota pa qebrar ” e fazo como se tivesses 20 anos.
    Tenho pena de não poder compararecer mas o trabalho não perdoa.
    Grande abraço
    Sérgio

  3. Bom jogo, Pedro! Depois conta sobre esse reencontro, e se realmente o prazer é o único que resiste ao tempo.
    Adorei a foto, como se vendo objetos pessoais e a sua letra o conhecesse melhor.
    Aquele Abraço,
    Helê

    1. Grato pelo comentário, Helê.
      O prazer, imenso, reencontrei-o no futebol.
      Mas o regresso à escola foi emotivo, também, passar naqueles corredores, ver aquele espaço, trouxe-me gratas recordações do passado…
      Haverá mais, na próxima semana, e, espero, por muitas segundas-feiras depois.
      Beijo,
      Pedor

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