Firenze



Chegara só.

Chegara a Santa Maria Novella, chegara sem vontade de estar sozinho.

Mas era o que tinha à sua frente: Firenze e dois dias solitários.

O hotel delle nazioni era a perfeita medida para um.

As ruas, essas anunciavam-se estreitas e intrincadas, dispensando rumo, desprezando planos.

Assim as percorreu, vezes sem conta, de dia e de noite, atravessando o Arno e voltando a atravessá-lo. Circundando o Duomo, perdendo-se pelas vielas.

Sozinho, em Firenze, descobriu companhia em todas as Nastro Azurro que bebeu na Pizzeria del Duomo. Acompanhando Dante, contemplando Beatrice na Ponte Santa Trinitá. Apaixonando-se irremediavelmente pela obra-prima de Giambologna, na Loggia Dei Lanzi.

Ao sentir-se reconfortado pelo tardio almoço no surpreendente i Matti di Firenze.

Ou quando no Duomo recolheu a companhia de um ramo de oliveira, nesse domingo de Ramos.

E só quando a estadia se encaminhava a passos largos para o final se voltaria a sentir sozinho.

Definitivamente só, esmagado pela fotografia dos irmãos Alinari, nessa inesperada visita que marcaria toda a viagem.

Como sozinho chegou a Santa Maria Novella para deixar a cidade.

Já com saudade…

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